Quando estamos idosos, parece que não namoramos, ou que não lembramos que um dia fomos namorados e jovens. Para falar sobre este assunto, procurei no meu passado, com meu marido, como posso falar a respeito de nossa época, de convivência. Não foi difícil, de achar alguma coisa, ou evento que lembrasse o romantismo de nossa vida. Devo confessar que ele, Jayme era mais romântico do que eu. Todas as sextas feiras íamos dançar na Seresta de Djalma, na orla de Atalaia. Nós dois gostávamos de dançar. E já era de costume ele me oferecer uma rosa vermelha, que eu trazia e no outro dia nossa filha Thereza vinha buscar no quarto. Era um gesto normal de toda semana, que fazia parte de nossa rotina. Dançávamos boleros juntinhos como esse que estou ouvindo agora, no computador. Isso era normal e não era preciso ser Dia dos Namorados. Para vivermos bem e romanticamente não precisa um dia único, mas sim qualquer hora, e momento. Por isso fiz questão de descrever um gesto que fica gravado em nossas vidas, pode passar muito tempo ou toda a vida.



Acompanhei muito esses momentos, aonde ia dançar seresta com eles... Saudades...
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