sábado, 25 de novembro de 2023

Postagem nº 176: uma avó Guerreira


 Avó Guerreira; porque falar desta avó em especial e não de outra? Ou de muitas?  Na realidade somos todas avós não só guerreiras mas sim somos brilhantes, corajosas e tudo mais que sendo mulher, nos tornamos ao chegarmos na idade da sabedoria. Pensei em falar de uma , mas agora quero falar de todas nós, que sendo avó nos dispomos a assumir neto, não por necessidades mas por amor, devoção e vontade de sermos útil, mesmo na idade terceira e quarta ou ainda o quanto aguentamos. Existem avós que entram nesta fase sem nem chegar ainda na maturidade. Estas avós só vão entender o verdadeiro sentido da palavra quando saem da juventude e entram na idade adequada para assumir o papel real de ser avó. Estas jovens avós, competem com as bisavós, que querem e se sentem preparadas para o real papel de ser avó. Somos pessoas que inspiram confianças, somos corajosas, sempre prontas para colaborar na criação do neto. E o que é mais importante de tudo é que ainda puxamos a orelha do pai ou da mãe da criança que nos entregam com carinho e confiança. Meu neto mais novo  com cinco anos acha muito engraçado quando chamo atenção de seu pai, o meu filho, e diz "vó deixe ele de castigo". Nós condenamos uma mulher quando ela não aceita ser avó, por se achar nova para ser avó. Mas na realidade o que importa é o que sentimos ao ser avó. Tem que ser de foro íntimo de cada pessoa. Não incentivamos ninguém  a ser isso ou aquilo. Devemos expressar o que realmente sentimos, pois não impomos  vontade, nem sentimentos a ninguém. Se gostamos do filho, imaginemos um filho do filho. Somos referência, exêmplo de amor e coragem, para o neto que se torna filho duas vezes. Ainda quero dizer que feliz da familia que conta com uma ou duas avós. É  uma verdadeira felicidade um casal contar com avô e avó para compartilhar a criação de filhos.  

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

175º Diário de uma Idosa - capítulo 3


A imagem acima tem a ver com o texto abaixo. Hoje devo falar de um falecimento de um ex cunhado, que ocorreu semana passada. Gostaria de falar bem mais do que tenho a relatar, mas estávamos mais afastados no presente momento. Então devo lembrar da nossa juventude, quando no início da vida dele com minha irmã. Tinhamos idades próximas. E éramos unidos. Saíamos juntos, e nos divertíamos na medida do possível.Ele fora criado com os avós que tinham uma situação financeira equilibrada. Por isso acho que ele sonhava alto, e lutava pouco para usufruir de uma vida mais folgada. De um modo geral era um bom vivan, sempre com bom humor. Mas a vida com minha irmã não deu muito certo, com duas lindas filhas pra criar. A separação foi inevitável, trazendo preocupação para todos das familias que procuravam dar suporte à separação do casal. Ele seguiu em frente, continuando a perseguir sonhos altos, sem condições para sustentar as filhas. Constituiu outra familia com mais dois filhos. Sofreu um duro golpe perdendo um filho vítima de acidente. Acredito que estes golpes que a vida nos prega desestabiliza emocionalmente  qualquer vivente. Não estávamos mais próximos, pois trilhamos caminhos bem diversos. Presentemente, a vida ficou difícil o que lhe trouxe uma velhice problemática, com suporte da primeira familia até o fim da vida, aos 72 anos. Eu o chamava  de Frances. E só posso agora, colocá-lo nas preces do Evangelho, semanalmente, para que na outra vida ele possa ser bem acolhido. 

  

sexta-feira, 10 de novembro de 2023

174º Diario de uma Idosa - capitulo 2


Capítulo 2
 - A demora é por conta da idade; um dia tenho coragem, outro nem tanto; e assim os dias se passam. Além de que precisamos preencher o dia e as horas com a realização de atividades agradáveis à nosso dia a dia. Sempre digo que o idoso tem que ter uma motivação diária. Senão ele vai procurar assunto na vida dos filhos. O que não é agradável pra ninguém.. No meu caso específico, tenho minhas plantas no meu jardim, meus dias de atividade física, e à noite, meus estudos. Tudo isso eu amo de paixão. Como não gosto muito da rua, procuro me ocupar em casa mesmo. Só cozinho no dia que quero, pois tenho uma ajudante, que supre esta parte. Nos dias que ela não vem, tenho o que preciso no congelador, é claro né. Quando somos jovens, e estamos correndo no trabalho e na criação dos filhos, somos reféns de certas situações, exemplo, cozinha, trabalho, casa, ajudante, médicos pra filho, ufa!! Disse à minha personal, um desses dias, que o Divino não deixa que lembremos disso à todo momento. Porque quando a velhice chega, nos perguntamos como foi que tudo o que passou, nós aguentamos. Bom, mas esta semana, com feriado no meio da semana, fica tudo mais complicado quando não temos mais companhia, para planejar passeio, ou visitas , enfim, movimentar a vida. Mas no domingo já vinha um aniverssário de uma irmã, então conversamos e planejamos juntas o fim de semana. E assim vamos passando os dias, semanas e meses. O que mais importa é não ficar pensando ou lamentando. O idoso deve ficar com os pensamentos, voltados para um futuro cada dia melhor.