quarta-feira, 18 de setembro de 2019

127º Postagem: 6º Capítulo de Amor e Séxo na Terceira Idade:


Dançar eis a solução:
Beatriz estava meio sem saber o que fazer, para ascender outra vez a chama, do seu romance com o maridão. Afinal 35 anos de casamento, é um bom tempo, inclusive para matar qualquer chama. Amigas conversam, e falam sobre o assunto. Mas colocar em prática, é muito difícil. O maridão por mais que estranhe, para ele é mais fácil. Sua mãe (que Deus a tenha em bom lugar), sempre falava : "minha filha segure seu marido, tem muita mulher sozinha, procurando um pé de conversa, e o homem pensa que é amor e vai correndo, atrás". Mas ela ficava com reservas de falar sobre o assunto, com ele. Pensava, e por mais que queimasse os neurônios sabia que ela é que deveria tomar a iniciativa. Conversava com a irmã, e nao chegava a uma, solução, pois pensavam muito diferentes. Mas sabia que sua mana tinha lá suas razões, quando dizia: se fosse comigo, mandava seguir -lo, e logo descobriria...  Chegava a perder o sono, de tanto pensar; só estava com uns quilinhos a mais, ainda mais, que ele lhe conhecera já meio gordinha. Mas pensava e pensava; teria que agir, e logo, pois o tempo corria e se houvesse mesmo uma zinha? Ele estava se enfeitando demais, mudara até o corte do cabelo, além de sair toda noite. Será que não se cansava não de rua ? Amor fique hoje aqui, em casa!!! vamos ver um filme, ao que ele respondia, que voltaria cedo. Mas nada, nunca chegava antes das 21:30hs. Aí nada mais servia, era cama direto, e nem queria saber da coisa que mais gostava, que era um denguinho!!! Eis que teve uma idéia, que muitas mulheres já haviam feito. Cortar o cabelo!!! Marido, vamos sair para uma Seresta, sábado? O compadre irá, eu e a Comadre já acertamos tudo... Sairam as duas e foram `as compras, e ao Salão,para uma faxina, completa. A Comadre já chamara muitas vezes, mas quando pensava no Cartão, desistia. Mas o dia chegou . As duas saíram cedo, nem almoço providenciaram, e foram providenciar um dia de Princesa. Dissera à filha, que queria chegar e a janta deveria estar pronta, e lá se foi a Aposentada de 65 anos,retomar sua vida de volta. A pintura da casa esperaria. E seu cartão deveria ser usado para um bem maior, que era "retomada das rédeas de sua vida." Pois não é que funcionou? Um Vestido vermelho no meio da pernas, e um corte atualizado, diminuíram até ums quilinhos de excesso. As bocas ficaram abertas, do maridão e do compadre, a noite toda de danças e ousadias, no requebrado, das lindas mulheres, que voltaram das cinzas, como duas Fênix. A noite finalizou, com dengos e afagos, e mais promessas de amor eterno.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

126: 5º Capítulo de Amor e Séxo na Terceira Idade:

Ela cantava em verso e em prova, a chegada da terceira idade. Muito bem resolvida, e curtindo sua liberdade, adquirida à tanto custo. A vontade era de cantar, e gritar à plenos pulmões, que agora estava sem grilhões, sem algemas, sem Tornozeleiras......
Casada hà 35 anos, fora trocada por outra mais nova, mas não havia ressentimento, pois já eram amigos e casal disfarçado. Havia respeito só da parte dela, pois fora criada, dentro dos padrões de moral rígida, daí não sentir rancor, porque era normal,  ser madame, esposa e mãe de 4 filhos, com muita honrra. Já conversaram todos, família unida, mesmo os filhos tristonhos mas todos criados e já fora de casa, A partilha fora realmente respeitadora, porque o respeito, e o diálogo, sempre imperavam na família. Mas era muito bom ficar só consigo mesmo. Sair sem hora para voltar, nem dar satisfação, aos filhos nem marido. Sonhara muitas vezes, com esse momento. Isso tudo porque ambos, marido e mulher, se respeitavam, e o que era melhor, eram amigos antes de mais nada. Já havia planejado, o futuro, com muita vontade de viver. Iria reconstruir sua vida, poderia dançar, jantar com amigos, e o que era melhor, iria viajar muito. Já havia feito um roteiro, especial, incluindo Tóquio, e Jerusalém. Esses, destinos estariam no topo da lista. Os netos deveriam entender que vovó, estaria agora vivendo outro momento. Gostava de estar só consigo mesmo. Teria que aproveitar os minutos, como se fossem os últimos. Sorrir alto, mudar o grarda roupa, com roupas mais atualizadas. E principalmente, pintar a casa de rosa bebê. Os planos já estavam em seu diário, e conversava muito com sua Terapeuta. Sim, porque atravessar a maturidade para a velhice, sendo trocada, por alguém mais nova, nos deixa achando que erramos no caminho. Entretanto, quando analisou, sua vida, parecia que estava caminhando com um peso nos ombros, e não tomara consciência do fato. As lágrimas, fazem parte do contexto. Sem nenhuma duvida. Noites com olhos secos, normal, palpitações, também, médicos e exames clínicos, também normal. Então, depois do luto por si mesmo, levanta-se, joga-se os cabelos,(literalmente) pois visitara o cabeleleiro. E muita meditação, fazendo parte do menu, chega-se a conclusão, que a vida é curta, e sempre sonhara em correr mundo. portanto, só existe um caminho; que é seguir em frente. 

terça-feira, 3 de setembro de 2019

125º postagem : Amor e Sexo na Terceira Idade: 4º Capítulo

Sempre ouvi dizer que amor de velho, é muito mais forte. Na verdade, deve ser  porque na  maturidade ,ninguem quer viver só. mas não é a questão de, só da solidão. queremos companhia de alguém para nos sentirmos útil, e ter uma razão para viver.
Nosso protagonista de hoje chama-se Rafael, homem viúvo de 74 anos de idade, músico de profissão, e muito romântico, de espírito solitário. Fazia de sua música sua companheira de solidão. Cantando sempre e muitas vezes compondo suas próprias melodias. Não é homem de festas, vivendo sempre em sua casa, curtindo sua viuvez, mas que na verdade, já vivia só há muito tempo. Pois era separado já da primeira mulher, de quem ficara viúvo, já a algum tempo. Suas noites sempre povoadas, de muita falta de companhia, que se tornara um hábito, cantar e compor sem ninguém para lhe aplaudir. Convidado para cantar em festa de um ex companheiro de trabalho, partiu em busca de nada, pois na verdade, comparecia nessas festas, por insistência de amigos. Entretanto, essa foi uma festa muito providencial, porque alguém lhe chamou a atenção. Mulher de aspécto sério, com ar de diretora de escola do passado, com seus cabelos pratiados, e vestimenta elegante. Trajava saia longa simples, de cor cinza, claro, e blusa rosa , com mangas, largas. Elegante para seus 60 ou mais anos, muito simples e sério. Seu olhar penetrante, e rizonho, muito agradou a Rafael. Parecia gostar da música, e também acompanhava, cantando baixinho. Entretanto lhe parecia algo inacessível, aos olhos do cantor, que sentia atração, mas ao mesmo tempo, ficava, amedrontado, só de pensar em chegar perto. A noite tornou-se de repente iluminada e com um aspéco muito diferente, das noites anteriores. Sentia uma vontade de nunca acabar de cantar. Para que o encantamento, não passasse, e sua misteriosa dama não desaparecesse.Naõ sabia explicar aquela felicidade de sentir-se admirado outra vez, como quando era jovem e paquerava muito timidamente as meninas, conhecidas. Cantava com muita vontade ,sempre procurando a bela senhora, de olhar radiante e ao mesmo tempo dócil. Mas tudo acaba, e aquela dama de apécto misterioso sumiu como uma luz que simplesmente apaga. Foi-se como por encanto, que ele chegou a pensar, que fora só ilusão. Passou a usá-la como inspiração, para seus dias de solidão. E  o tempo foi passando, e sua solidão, continuava  como sua eterna companheira. Sempre digo, que o ser humano se acostuma com tudo, até das coisas ruins. Outras festas aconteceram e Rafael já comparecia, pensando em encontrar sua misteriosa dama de cabelos prateados. Tudo em vão.....