quinta-feira, 11 de abril de 2024

183º Postagem Tributo à Dr. Marcos de ALmeida. Parte 3

A infância  vai passando e não percebemos. Temos pressa de crescer, e  realmente os anos vão chegando,  passando e temos que parar de brincar na rua, os amigos seguem caminhos diferentes, e assumimos responsabilidades de jovens e depois de adultos. Como não podia ser diferente, crescemos e os caminhos seguiram diferentes também. Lembro quando Quinho, (alcunha do Dr. Marcos) fez concurso no Banco do Nordeste, e sendo classificado foi assumir o cargo na cidade de Cícero Dantas, no Estado da Bahia. Longeeeee, daqui de nossa cidade. E nossa mãe, D. Neném, que tirou do dinheiro da feira para a inscrição  do Concurso me falou: deixe a cama dele onde está, nada tira do lugar. Quando ele vier a cama estará no mesmo quarto. Ela chorava e dizia é saudade e felicidade ao mesmo tempo. Coisas de mãe...Uma lembrança marcante também era quando ela mandava Quinho procurar a mim e minha irmã, nas matinês dançantes do Clube do Vasco, e do Clube dos Sargentos. Nossos amigos, pares de danças,ficavam esperando ele chegar, para nos avisar, e podermos fugir do irmão Carrasco; Incumbência de irmão mais velho...Como irmão mais velho, representava o pai, que nos deixou cedo, indo para o andar de cima. Sabemos que a responsabilidade, passa a ser do homem da casa, no caso o irmão mais velho. Até para empregar o outro irmão, ele achou que tinha essa responsabilidade, quando o levou para fazer concurso também no mesmo  Banco, assim como outros amigos. E continuou a acompanhar bem de perto, a vida de todos nós. Quando foi transferido para a cidade grande, firmou alí residência com a familia, onde vive até hoje, quando todos estamos comemorando seu octogêsimo ano de vida, com direito até à tributo especial, muito bem merecido. Haverá próximo capítulo.....
 

domingo, 7 de abril de 2024

Postagem 182: Tributo à Dr. Marcos Manoel de Almeida: Parte 2

 

Na Segunda parte ainda quero falar de nossa infância no Sítio de Vovô Petú. na Rua Basílio Rocha no Bairro Getúlio Vargas. A casa era grande, que comportava familia grande, 5 cachorros e uma gata mistura de Angorá, que batia em qualquer cachorro. Pois fora criada comendo  lagartixas do Sítio. As lembranças são tantas, que devo parar a mente e fazer uma seleção, tendo que voltar no tempo. Será que devo contar que os dois Irmãos Nícolas e Marcos me faziam de bestinha nos jogos de bola, ou tinha que chutar a bola entre eles!!! Nossa vida no Sítio, foi dividida entre com VoVô e sem ele. Ele saía todos os dias montado num cavalo tão alto que eu não conseguiria subir se tentasse. Todas as tardes. Se perguntássemos ele respondia: "vou à casa do Padre" .E nós acreditávamos com a inocência da infância...Lembro que na hora de 11 horas ele sentava na mesa e batia no prato cantarolando e nossa  mãe lhe dizia: "já vai, já vai". Mas ele se sentia feliz com tantos netos em casa. Quando recordo, volto no tempo com saudades. Uma coisa que não fazíamos era brigar, nem fazer confusão. Acredito que tínhamos tanto espaço, e tanto o que fazer, que o dia passava ràpidamente. 

Postagem 181º : Tributo à Dr Marcos Manoel de Almeida: 1º Parte:

 

Sempre falo que nossa infancia foi especial, principalmente porque eramos muitos irmãos. Número de 7 é no mínimo interessante. E no máximo bom demais, divertido, casa sempre cheia, companherismo etc. Os mais velhos nós 4, dois casais, éramos mais próximos devido a idade, claro. Morávamos num sítio de VoVô Petú ( filho de Petronília). Ainda o acompanhei tirando leite de vacas, no estábulo. Muitas árvores frutíferas, amendoeiras, cajueiros coqueiros mangueiras e goiabeiras. O sítio era em duas partes: numa havia o estábulo, e uma casinha do caseiro(feita de taipa) e muitas árvores. Na outra, ficava nossa casa construida, por meu pai, com terraço e jardim e tambem árvores frutíferas. Na época que éramos crianças, mal passavam carros, e era a rua da Estação Ferroviária. Ficava situada longe do centro urbano, ou seja o comércio da cidade. E longe do colégio onde estudávamos. Íamos à pés, pois sempre se torna caro o preço para estudantes. Tivemos uma infância livre e muito diferente do tempo presente. Inicialmente minha avó D.Caçula cozinhava em fogão à lenha, e em panelas de barro. Somos todos hoje na casa dos 70 anos. Podemos contar como era viver numa cidade cujo desenvolvimento chegava vagarosamente, e nós nem ansiávamos por ele. Em frente à nosso sítio havia um grande Morro de Areia branca que recebia a lua magestosamente com raios tão brilhantes, cuja iluminação artificial não fazia falta. Não posso esquecer do Esquadrão Militar que passava fazendo a segurança da cidade, e parava pra tomar um cafezinho quente preparado por Vovó, como  agradecimento, ao bate-papo amigo....