segunda-feira, 21 de maio de 2018

92º Postagem; Foto do meu avô: João Marcos de Almeida:

É difícil, mas não impossível!!
A foto de João Marcos de Almeida!
Nunca vi meu avô, mais novo nem mais magro do que nesta foto, que com uma montagem, foi colocada junto com minha avó.
Quando ele faleceu, eu tinha 16 anos, e foi muito triste. Não lembro do velório nem do enterro. Doeu tanto, que apaguei da mente, o fato.
Como lembrança pessoal, tenho duas Imagens de dois Santos que ele guardava, como lembrança de sua mãe Petronílha. São Pedro e São João, que minha irmã, Madressilva mandou restaurar, ( têm mais de 100 anos.) São peças históricas que devemos doar ao Museu. 

sexta-feira, 18 de maio de 2018

91º Postagem :Meu Avô João Marcos de Almeida


18 de maio de 1963, meu avô João Marcos de Almeida faleceu com mais de 80 anos, aqui em Aracaju, no Hospital de Cirurgia. 
Estas não são fotos dele, mas tenho uma que colocarei quando receber ajuda de meus filhos, pois tentei mas foi em vão. Tenho a obrigação moral de fazer uma homenagem ao pai de meu pai, mesmo sendo poucas as lembranças, entretanto registarei, alguma coisa, pois este é um Blog, familiar de uma idosa, e como tal, tem uma referência, peculiar, e muito diferente dos demais Blogs.
Filho de Petronília, negra, talvez filha ou neta de escravos, daí a alcunha de João de Petú. Sapateiro de profissão, e com algum sonho de ser Fazendeiro, pois em seu sítio, tinha vacas leiteiras, cavalos cabras, patos galinhas e muitas árvores frutíferas.
Nossa! As lembranças, são muitas e boas. Descreverei algumas, que afloram em minhas lembranças, como enxurradas; a principal é quando ele me pedia para cantar para ele, músicas da época mas duas se destacam como Ave Maria, de Ângela Maria, e Adeus de Orlando Silva. Tenho certeza que herdei dele o gosto pela Natureza, incluindo passarinhos, que ele limpava e colocava na sala da casa e minha mãe, reclamava, devido a sujeira que faziam. 11 horas mamãe, não precisava lhe chamar, pois ele já estava sentado na mesa, tamborilando e esperando a carne de carneiro, rango diário, e constante, porque minha mãe dizia que não fazia mal ao coração. Era cavaleiro, cheio de "bossa", com a mão (direita? ) no quadril, pronta para visitar as "mariposas" ( paqueras ) da época. Não falarei de sua mulher, minha avó, cujo relacionamento estremecido, não permitia aproximação. Ainda bem que crianças, nem entendem nem se envolvem. Lembro também, que à noite cedo ele sentava, na entrada da casa, sítio, na parte escura, e quando ele faleceu, os amigos e vizinhos o cumprimentavam, pois via-no, no lugar de sempre.
Finalizando deixo registrado que tenho um filho com o cheiro do corpo dele. Coincidência ? ou Prémio?