Uma amiga, esteve em meu escritório, para fazer um desabafo, pois estava sem alguém para conversar. Tentarei descrever seu relato, feito meio em lágrimas, mas com certa conformação. Ela com 73 anos e ele com 74, e 40 anos de casado, com outra. Meio que solitário e com muita energia. Conheceram-se num ambiente de oração. Após um ano de conhecimento, ele se aproximou cheio de delicadezas e conversas sobre o trabalho, oferecendo-lhe caronas, após o término do culto. Ela confessou-me que já o havia notado, por sua presença constantes em todas as atividades, alegria e muita presteza nos serviços. Começaram um relacionamento, fortuito, o que lhe deixara constrangida, mas ao mesmo tempo sentia-se nas nuvens, pois estava, dizia viva. Sentia e ouvia uma vozinha interior, à lhe advertir, do erro que cometiam, vivenciando um romance proibido. Os primeiros 6 meses, foram vibrantes, mas cheios de incertezas e medo do futuro. O tempo passando, e a presença constante, sem frequência deixava-os, "felizes " de um modo errado, mas dizia ela estava bom. Mas uma das vezes de encontro, discutiram quando ele lhe contou de outro relacionamento igualzinho que havia vivido, e tinha ajudado muito a moça, pois estava financeiramente, numa situação boa. Perguntei-lhe porque acabou e deu uma resposta evasiva mas que se falavam ainda vez por outra. No momento, nada aconteceu, mas em casa ela pensou e pensou, ao que chegou a conclusão, seguinte: era costume ele ter outra sempre fora de casa, discreta, mas que lhe atendia sempre, quando ele chamava. Ela era a da vez. Terminando teria outra, e outra... Ela analisou, também que rompeu barreiras, para aceitá-lo, e para ele era mais uma, sem muito significado, só mais uma para sua satisfação sexual, bem escondida. Falou-me ela que não o condenava, pois cada um vive como quer, mas seu interior estava infeliz, então porque não passar a bola pra frente? Ela tinha uma vida interior satisfatória, filhos bem sucedidos, saúde dentro do normal, pra sua idade, então deveria voltar pra sua liberdade introspectiva, sem sofrer por achar que estava fazendo algo errado. No momento passado uma semana, ela me ligou e falou que estava em separação, sofrendo sim mas que dava pra levar, e se falavam pois ele só questionou, mas que iria aceitar sua decisão, com respeito.
domingo, 25 de outubro de 2020
segunda-feira, 19 de outubro de 2020
146º postagem: Considerações sobre a Pandemia 2020:
Vivemos ainda a Pandemia 2020, com um certo e pouco Relaxamento. O que nos traz uma falsa segurança, mas um pouco de alivio, também Isso é ruim e bom ao mesmo tempo, principalmente para quem vive sozinho, em casa. Também para as crianças que pouco entendem o que está acontecendo. Estas sem aulas regulares nas escolas, se perdem com aulas online. Pais trabalhando à distância, com o barulho de crianças querendo brincar, sair para as ruas ou descer do apartamento. São tantos os problemas, que nasceram desta situação, que aos poucos vão aparecendo. Passei por um Parque de diversão, sem movimento, sem vida, sem entrar dinheiro para os funcionário, sobreviverem... Um verdadeiro caos. Mas e os acometidos pelo Vírus? E os profissionais de saúde, que ficaram na linha de frente, com suas famílias, que podiam também ser contaminados? O comércio sofreu muito, com empresas fechando as portas, por não ter consumidores. Sofreu o rico e o pobre. O descrédito na Pandemia, foi um fator também que atrapalhou seu andamento. Pessoas que vivem sozinhas, sem poder sair, nem receber visitas...E os idosos sem receber os netos, nem passear, com eles, foi uma verdadeira tortura. Pois além dos locais de diversão estarem fechados, ficamos sem poder aglomerar, até em nossas casas, reunindo famílias, para diversão e matar a saudade. Foi uma transformação radical. Isso sem falar no sofrimento de se perder vidas de pessoas amigas conhecidas, ou mesmo desconhecidas. O setor da saúde foi o mais afetado, por ficar sobrecarregado, a ponto da necessidade de construção urgente de Hospital de Campanha. Mas destacamos como maior prioridade desse Evento, foi o medo estampado na mente de nós pobres mortais. Se não temíamos por nós, haviam os parentes. Falo no passado mas, h
domingo, 11 de outubro de 2020
145Postagem: Um amor na Pandemia:
Eis que em plena maturidade, chega pra Dona Cristal, uma companhia de surpresa, completamente inusitada: um amor. Disse ela que se encontrava despreparada, para amar e ser amada. Ela se perguntava, o que significava essa situação nova, e o que era pior numa Pandemia. Já se conheciam e nos últimos dias de vida normal, ele chega para conversar, se apresentando meio sem jeito, e lhe jogando uma proposta, de "se conhecerem melhor", pois estava lhe cortejando, já à algum tempo em silêncio, e à distância. Pegando-a de surpresa, D. Cristal ficou sem resposta de imediato, pois também já o havia notado, no Club de Encontro da Terceira Idade, onde ambos frequentavam. Trocaram telefones, e ficaram de conversar. Nem demorou muito, e no dia posterior, já conversaram, e foi muito agradável, Cristal se sentir assediada, de um jeito respeitoso, e cortês como ela admirava. Dizia à sua irmã, que já havia esquecido esse jeito de ver a vida outra vez, colorido e florido. Nem lembrava como era reviver isso depois de flertes frustrados, e solidão já implantado no seu repertório diário. Com a Pandemia acontecendo, só conversavam, por telefone e Zap, podendo se ver durante três meses somente duas vezes. Mas é interessante como se sentiam acompanhados. Ele realmente correspondia às suas expectativas de homem do tempo passado. Ele dizia que se sentia correspondido e feliz pois sentia-se acompanhado quando conversavam diariamente, e a qualquer horário e sobre a vida de ambos e suas famílias.
Por outro lado, o sexo sendo inevitável, nessa situação, foi uma situação cheia de expectativa, para ambos, porque uma relação, para ambos deveria ser completa se houvesse uma conexão perfeita nesse sentido. Explicando: ambos sozinhos nessa idade, com uma vida já completada anteriormente, deveria fazer sentido com união perfeita, mesmo sem a rotina diária de companheirismo, pois já havia acontecido, na vida de ambos, deveria ser completada com união sexual, mesmo não sendo diária(isso era coisa do passado). No presente, essa união significa, alegria, jovialidade, confiança, em resumo "sentir-se vivo". Tanto assim, que a Pandemia poderia ser vivenciada com paciência, e tranquilidade. E confiança no Futuro.
domingo, 4 de outubro de 2020
Pandemia- Isolamento Social: 7 meses depois. 144 Postagem:
Pandemia:
Nós mortais animais humanos e irracionais, ficamos em choque!!!
Enfrentar um monstro invisível e mortal foi uma experiência nunca antes vivida, por nós simples mortais. É como reaprender a viver só e com os outros. Ficamos confinados dentro de casa, do quarto e de qualquer lugar sem muitas opções. Pelo bem de todos, da população em geral. Providências urgentes, foram tomadas e obrigadas pelas autoridades da saúde. Ficamos ligados nas notícias da Mídia falada e televisionada.
Mudanças radicais, na vida de todos, do rico e do pobre, (alguém falou, em voz baixa, "gostei porque o rico também sofreu"). Foram meses de sofrimento, de solidão, para quem vivia só e acompanhado. Escolas fechando, atingindo, professores, pais alunos, donos de transporte escolares. o servente. Todos tivemos que viver outra modalidade de convivência. Doenças de Solidão, quem já tinha aumentou, quem não tinha, conheceu e teve que lutar contra um estranho invisível, que insistia em se instalar, dentro do seu Ser.
Muitas vidas se perderam, e famílias sofreram o impacto dessa perda inesperada. (Acredito que ninguém morre fora da data ).
Pessoalmente, tive que ver como passar o tempo sem as visitas costumeiras ao Shopping, e as que recebia em casa. Saudades dos filhos e netos, e de amigos que mesmo tendo poucos mas os recebia vez por outras. Viagens desprogramadas e que é pior sem saber para quando remarcar. Outro ponto pensado, foi como podíamos ajudar quem merecia. Envolvendo os familiares criamos Kits Higiênicos, contendo Máscara, sabonete, lenço de papel, sabão em barra e um bombom(de qualidade). Foi ideia aprovada e compartilhada por todos. Sei que foi o mínimo, mas seguiremos até o fim da bendita Pandemia.
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