quarta-feira, 28 de agosto de 2024

185º Postagem: Culau meu irmão:


 São tantas lembranças, que devo fazer um seleção, para descrevê-las, pois hoje é o dia dele . Meu irmão, Culau para os íntimos. Quando falo na familia, sempre digo que ele era o mais inteligente, e que foi quem arrastou tudo de nosso pai Josino, para ele. Em se tratando da inteligência, diga-se de passagem. Nós outros irmãos,simples mortais, humildemente reconhecemos. Nem preciso questionar os outros, porque sei que assinaríam em baixo. Lembrando da infância, eu era a bestinha quando eles os machos jogavam bola. Ele era charmoso, elegante, jocoso um tanto boêmio, diga-se de passagem. Adolescente, íamos às festinhas do Colégio e ele, me segurava para não dançar com ningém. Dançava tão bonito.... E eu tinha que fugir dele, para dançar com meus coleguinhas, fingindo ir ao banheiro. Fizemos o terceiro ano clássico na mesma sala. Adivinha quem levava os cadernos dele. Diziam na sala que éramos namorados, pois chegávamos e saíamos juntos. Quando levou Cármem pra casa de mamãe, eu tomei conta dela pois parecia uma garotinha assustada. E meu filho Ângelo apaixonou-se perdidamente por ela, aos 3 anos de idade. Acredito que era seus longos cabelos negros que o fascinaram. Cantava pra ela Carmem é uma boneca só diz não.... (música da época). Ao ficar grávida, Já nos dias de parir ela me falou que já havia passado da data de nascer. Fomos urgente para a Clínica e o médico apressou o parto . Realmente estava na época. Nasceu seu primeiro dos quatros rebentos.  

 Começou sua carreira literária, escrevendo para o Jornal da Cidade. Participou do Concurso da Inauguração da Galeria Álvaro Santos. Para pintar o Mural da Galeria. Compunha músicas, e sua voz era belíssima. Com um violão cantando todos ficavam encantados. Escreveu livro, Pintou quadros, muitos. O irmão Marcos, o levou para participar do Concurso do Banco do Nordeste.,A tranquilidade era seu trunfo. Chegava a deixarnos preocupados. Mas esse era Ele, meu irmão Culau. Eu queria que ele viesse envelhecer aqui em nossa terrinha, pra ficarmos juntos.

domingo, 9 de junho de 2024

184º Tributo à Dr. Marcos de Almeida parte 4:

 

Demorei a voltar a escrever após chegar de viagem. Sem comentários. 
O importante é recomeçar. E para terminar o Tributo à Dr Marcos, devo dizer que nossa viagem, minha e de Lidia, para fechar com chave de ouro, minha história foi realmente tudo de bom. Minha vontade era tamanha, de completar esse capítulo, que o Universo estava de prontidão para abençoar nosso encontro, com nosso irmão mais velho. Foi tudo perfeito. A família que nos esperava compactuou para a surpresa programada sair como o planejado. Pois sem esse apoio, o final feliz desse capítulo não teria acontecido. A visita ao irmão ausente, Culau em seu habitat derradeiro, foi a chave que faltava para encerrar o fechamento do Tributo ao irmão que assumiu o papel de pai quando, da ausencia tão precoce do iniciador do Clã, Josino Marque de Almeida. Acredito que minha vontade intrînseca, era dizer o que não foi dito na época do passamento do irmão Culau. Era dizer que estávamos presente contribuindo, no que fosse preciso para que as providências, do sepultamento acontecesse. Era lembrar que do lado de cá a familia estava presente, como ainda está, quando se fizer necessário, para que a situação se organize da melhor maneira que possa acontecer. Em tempo devemos ressaltar que os valores que são passados numa familia são escritos no dia a dia do nascimento e crescimento de uma familia. É isso que fica quando da ausência de pai e de mãe, no cerne da familia. Os pais só sabem o legado que deixa , quando a ocasião, aparece do modo mais inusitado, ou inesperado. é na união, nos acordos, nas arrumações que se fazem necessário para um bom andamento do cotidiano da vida. Quero terminar agradecendo, aos familiares que estiveram nos prestigiando, apoiando, no encontro para a comemoração do aniversário do irmão Dr. Marcos de Almeida. Foi muito bom rever a Matriarca Marianinha presente nas comemorações, provando que uma mãe sempre marcará sua presença e a  cunhada Cora, que cuida para o bom andamento da casa e saude do Dr Marcos. Minha sobrinha primeira linda e meiga Deinha foi nossa mola mestra na engrenagem de nossa viagem e é  da familia como um todo. Se eu tivesse ido só sem a irmã mais nova Lidia não teria sido como foi perfeito.
                         Projeto Concluído!!  

quinta-feira, 11 de abril de 2024

183º Postagem Tributo à Dr. Marcos de ALmeida. Parte 3

A infância  vai passando e não percebemos. Temos pressa de crescer, e  realmente os anos vão chegando,  passando e temos que parar de brincar na rua, os amigos seguem caminhos diferentes, e assumimos responsabilidades de jovens e depois de adultos. Como não podia ser diferente, crescemos e os caminhos seguiram diferentes também. Lembro quando Quinho, (alcunha do Dr. Marcos) fez concurso no Banco do Nordeste, e sendo classificado foi assumir o cargo na cidade de Cícero Dantas, no Estado da Bahia. Longeeeee, daqui de nossa cidade. E nossa mãe, D. Neném, que tirou do dinheiro da feira para a inscrição  do Concurso me falou: deixe a cama dele onde está, nada tira do lugar. Quando ele vier a cama estará no mesmo quarto. Ela chorava e dizia é saudade e felicidade ao mesmo tempo. Coisas de mãe...Uma lembrança marcante também era quando ela mandava Quinho procurar a mim e minha irmã, nas matinês dançantes do Clube do Vasco, e do Clube dos Sargentos. Nossos amigos, pares de danças,ficavam esperando ele chegar, para nos avisar, e podermos fugir do irmão Carrasco; Incumbência de irmão mais velho...Como irmão mais velho, representava o pai, que nos deixou cedo, indo para o andar de cima. Sabemos que a responsabilidade, passa a ser do homem da casa, no caso o irmão mais velho. Até para empregar o outro irmão, ele achou que tinha essa responsabilidade, quando o levou para fazer concurso também no mesmo  Banco, assim como outros amigos. E continuou a acompanhar bem de perto, a vida de todos nós. Quando foi transferido para a cidade grande, firmou alí residência com a familia, onde vive até hoje, quando todos estamos comemorando seu octogêsimo ano de vida, com direito até à tributo especial, muito bem merecido. Haverá próximo capítulo.....
 

domingo, 7 de abril de 2024

Postagem 182: Tributo à Dr. Marcos Manoel de Almeida: Parte 2

 

Na Segunda parte ainda quero falar de nossa infância no Sítio de Vovô Petú. na Rua Basílio Rocha no Bairro Getúlio Vargas. A casa era grande, que comportava familia grande, 5 cachorros e uma gata mistura de Angorá, que batia em qualquer cachorro. Pois fora criada comendo  lagartixas do Sítio. As lembranças são tantas, que devo parar a mente e fazer uma seleção, tendo que voltar no tempo. Será que devo contar que os dois Irmãos Nícolas e Marcos me faziam de bestinha nos jogos de bola, ou tinha que chutar a bola entre eles!!! Nossa vida no Sítio, foi dividida entre com VoVô e sem ele. Ele saía todos os dias montado num cavalo tão alto que eu não conseguiria subir se tentasse. Todas as tardes. Se perguntássemos ele respondia: "vou à casa do Padre" .E nós acreditávamos com a inocência da infância...Lembro que na hora de 11 horas ele sentava na mesa e batia no prato cantarolando e nossa  mãe lhe dizia: "já vai, já vai". Mas ele se sentia feliz com tantos netos em casa. Quando recordo, volto no tempo com saudades. Uma coisa que não fazíamos era brigar, nem fazer confusão. Acredito que tínhamos tanto espaço, e tanto o que fazer, que o dia passava ràpidamente. 

Postagem 181º : Tributo à Dr Marcos Manoel de Almeida: 1º Parte:

 

Sempre falo que nossa infancia foi especial, principalmente porque eramos muitos irmãos. Número de 7 é no mínimo interessante. E no máximo bom demais, divertido, casa sempre cheia, companherismo etc. Os mais velhos nós 4, dois casais, éramos mais próximos devido a idade, claro. Morávamos num sítio de VoVô Petú ( filho de Petronília). Ainda o acompanhei tirando leite de vacas, no estábulo. Muitas árvores frutíferas, amendoeiras, cajueiros coqueiros mangueiras e goiabeiras. O sítio era em duas partes: numa havia o estábulo, e uma casinha do caseiro(feita de taipa) e muitas árvores. Na outra, ficava nossa casa construida, por meu pai, com terraço e jardim e tambem árvores frutíferas. Na época que éramos crianças, mal passavam carros, e era a rua da Estação Ferroviária. Ficava situada longe do centro urbano, ou seja o comércio da cidade. E longe do colégio onde estudávamos. Íamos à pés, pois sempre se torna caro o preço para estudantes. Tivemos uma infância livre e muito diferente do tempo presente. Inicialmente minha avó D.Caçula cozinhava em fogão à lenha, e em panelas de barro. Somos todos hoje na casa dos 70 anos. Podemos contar como era viver numa cidade cujo desenvolvimento chegava vagarosamente, e nós nem ansiávamos por ele. Em frente à nosso sítio havia um grande Morro de Areia branca que recebia a lua magestosamente com raios tão brilhantes, cuja iluminação artificial não fazia falta. Não posso esquecer do Esquadrão Militar que passava fazendo a segurança da cidade, e parava pra tomar um cafezinho quente preparado por Vovó, como  agradecimento, ao bate-papo amigo.... 

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

180º POSTAGEM : GESTO SOLIDARIO OU DE AMOR PURO?



 GESTO SOLIDÁRIO;

SOMOS ENSINADOS DESDE CRIANÇA A REPARTIR COM OS IRMÃOS, POR NOSSA MÃE OU VÓ, TUDO QUE TEMOS OU GNHAMOS. A CRIANÇA APRENDE DESDE CEDO A REPARTIR O PÃO. VENHO DE FAMÍLIA POBRE COM MAIS SEIS IRMÃOS PARA REPARTIR TUDO OU HERDAR ROUPA, CALÇADOS E ATÉ LIVROS, CLARO NÉ? DISSE O PALESTRANTE QUE ERA A ROUPA QUE TROCAVA DE DONO. E O MAIS INTERESSANTE É QUE NÃO HAVIA CONSTRANGIMENTO REINANTE NO AMBIENTE.

COMO VÓ QUE SOU JÁ TENHO  TEMPO DE HAVER PRESENCIADO MUITOS GESTOS DE CARINHO, DE TROCA DE ATENÇÃO ENTRE IRMÃOS FILHOS E NETOS, PORTANTO CONTAREI ESTE GESTO SEM HAVER PRESENCIADO. ENTRE AMIGOS, OU SEJA MEU NETO MAIS NOVO E UMA AMIGUINHA, NUMA PRIMEIRA NOITE DO PIJAMA DELE, NA CASA DE JÚLIA, PARA DESPEDIDA DA FAMILIA QUE SE ENCONTRAVA DE MUDANÇA DE DOMICÍLIO 

  • A MÃE DA JÚLIA E O PRÓPRIO NETO GABRIEL ME CONTARAM. ESTE GESTO SALVOU A NOITE DE TODOS OS PAIS QUE SE ENCONTRAVAM APREENSIVOS POIS ERA A PRIMEIRA NOITE DO GABRIEL LONGE DOS SEUS PARENTES. TUDO MUITO SIMPLES E ESPONTÂNEO COMO SÃO OS GESTOS DAS CRIANÇAS. HORA DE DORMIR CHEGADA, BANHO TOMADO, LANCHE DENTES ESCOVADOS E.....? A HORA DA VERDADE CHEGARA DORMIR EM AMBIENTE ESTRNHO,...MAS EIS QUE A SÁBIA JÚLIA PRONTAMENTE FEZ O GESTO SALVADOR DO MOMENTO E DO TOTAL RELAXAMENTO PARA O PARCEIRO DE PRIMEIRA VIAGEM, LEVANTOU  SEUS PEQUENINOS DEDINHOS FAZENDO UM CARINHO NA TESTA DO COMPANHEIRO DE JORNADA, FAZENDO-O ADORMECER COMO SE HOUVESSE RECEBIDO  UM TOQUE DE MÁGICA, LEVANDO SEU ESPÍRITO À DESCANSAR COMPLETAMENTE, POIS O SIGNIFICADO ERA DA PRESENÇA, POIS DIZIA ESTOU AQUI. A MÃE DA JULIA JÁ HAVIA GARANTIDO A SEGURANÇA, COM TODOS DE PIJAMA MUITO PRÓXIMOS. GESTO SIMPLES, ESPONTÃNEO, MAS CARREGADO DA MAGIA DO AMOR INFANTIL  E PURO. 

POIS É. A SOLIDERIEDADE É ASSIM; PURA DESINTERESSADA, SEM OFENÇA NEM COBRANÇA E CAREEGADA DO MAIS PURO AMOR DIVINO.