quarta-feira, 29 de março de 2017

26º Postagem Diário de uma Idosa: Felicidade

20 de março Dia Internacional da Felicidade:
Muito interessante, criarem um dia para se comemorar a Felicidade. é preciso inventar um dia para se comemorar a felicidade? Todos nós já sentimos a felicidade, nem que seja por um momento. Quando somos jovens imaginamos que a felicidade vai chegar um dia, aí esperamos e esperamos... E o momento supremo não chega. Então existem pessoas que se frustam porque ela não chega, num momento especial. E se esquecem de viver o momento. Ficam tristes, irritados, e a espera se torna doentia. Tenho pena dessas pessoas. Com vão envelhecer? Pessoas cultas dizem que a preparação da viagem é mais emocionante que a própria viagem. Concordo plenamente. Então o viver cotidiano, é muito mais importante do que a chegada. Um amigo querido, me falou " a senhora é feliz porque é realizada". E fiquei matutando, nessa frase, porque não importa o que passei para chegar até hoje. Não fico remoendo o passado. Ou será que foi fácil, o viver, criar 4 filhos, com dificuldades, estudar e acompanhar o crescimento dos filhos. Foi de um dia para outro? outra coisa que devemos pensar é que viver já é uma dádiva, e não exigir muito da vida, nem de quem vive ao seu lado. Isso já é meio caminho andado. Portanto, não é preciso ser Filósofo, para se descrever o que é Felicidade, ou procurar livros de auto-ajuda. Muito simples: viver, simplesmente viver, já é um grande passo para a Felicidade. 

segunda-feira, 13 de março de 2017

Saudades de Babi- 25ª postagem do Diário

Preciso falar de minha cadela, que nos deixou este mês dia 10. O tempo passa, e nos esquecemos, do momento de agora, do sentimento deste momento, por isso devo descrever um pouco deste cão que esteve comigo tantos anos. Sim, 9 anos, não são nove dias. Cada vez mais sinto a importância deste Diário. Sempre digo, que o tempo , passa muito rápido, e facilmente nos esquecemos, do agora, deste momento. Não somos preparados para a morte, seja de gente ou de animal. Ficamos sofrendo quando quem partiu, nos provocou  emoção. E o animal nos faz companhia, sem cobranças, nem reclamações. Minha Babi era assim. Seu olhar era indescritível; transmitia sentimento mesmo. Sabia quando fazia algo errado, e saía de mansinho para sua caminha, que se estivesse suja, ela não deitava. Carregava cama, com lençol, para meus pés, onde eu estivesse. No escritório ou no quarto. Dormia aos pés da minha cama. Sofria de gravidez psicológica. (alguns animais tem esse sofrimento). Até hoje, arrependo-me de não deixa-la casar. Meu filho lhe apresentou um noivo da mesma raça e cor, mas ela não o aprovou. Bateu nele, tomou sua caminha, que trouxe para passar a noite, e não o aceitou. Eu como boa avó, mandei-o embora. Arrependi-me. E nunca mais me preocupei. Mas dois meses depois do cio ela paria; era um sofrimento, ficava agressiva, com leite nos peitinhos e dores. Deus era doloroso ... Nessa fase nem a bolinha lhe agradava, que jogava tão bem. Viveu 14 anos para nossa alegria. Mas seu coração, como de todos nós tinha prazo. Hoje lembramos dela com muito carinho, e agradecimento a Deus por nos ter dado essa oportunidade, de conviver com um animal tão maravilhoso.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Diário de uma Idosa 25 Postagem

Para encerrar o mês de Fevereiro, e o Carnaval, devo relatar os dois últimos dias do mês passado. Como meus filhos não se ligam na folia, resolveram passear no Estado  vizinho de Alagoas, com eles me levar. Bendita idéia, porque como gosto de viajar, lá fui eu. Não imaginam vocês como foi bom. Passear, com filhos e netos e nora é bom demais. Conhecer praias, lugares novos é simplesmente maravilhoso. Para o idoso, estar presente em família, ajuda a saúde mental. Porque dentro do contêxto, a interpretação significa afeto, participação, e sobretudo integração familiar, que é tudo para que sintamos que fazemos parte da vida dos filhos e somos queridos. As opções para o idoso, não são muitas, ainda mais que não aguentamos muita coisa e sabemos disso. Portanto, sair da rotina dos dias monótonos, de visita a médicos, casa, remédios, dor aqui e ali, nos mostra que ainda fazemos parte do mundo, e principalmente, do mundo dos filhos. Conheci um barqueiro, que trabalha levando turistas no barco, através do rio, e conversando com ele contou que agora dá muito valor a vida pois tratou um câncer de bexiga, mas trabalha e  nas horas vagas é pescador. Falava de sua vida com naturalidade, nos seus 58 anos de idade, mostrando na sua simplicidade o quanto é bom trabalhar e ter família. Não desejava mais nada do que já tinha, falando dos filhos e do respeito que deve imperar na família. Visitando com frequência sua mãe, na capital Maceió. Falou-me que admirava que eu estava feliz vendo os filhos e netos na água e eu não estava com eles, pois ficara no barco. Conversamos por alguns minutos, e parecia que já éramos amigos de muitos anos. Como é importante conversar com as pessoas, valorizando-as, independente de aparência, posses, e muitas outras besteiras que não merecem importância. Naquele momento ele se tornou valorizado, pois estava trabalhando, e conhecendo pessoas que nunca mais veria, mas cada momento é importante, principalmente, porque era útil no seu trabalho, tão simples, dirigindo um barco, numa praia distante, sem a interferência das modernidades, de redes sociais, e internet.