São tantas lembranças, que devo fazer um seleção, para descrevê-las, pois hoje é o dia dele . Meu irmão, Culau para os íntimos. Quando falo na familia, sempre digo que ele era o mais inteligente, e que foi quem arrastou tudo de nosso pai Josino, para ele. Em se tratando da inteligência, diga-se de passagem. Nós outros irmãos,simples mortais, humildemente reconhecemos. Nem preciso questionar os outros, porque sei que assinaríam em baixo. Lembrando da infância, eu era a bestinha quando eles os machos jogavam bola. Ele era charmoso, elegante, jocoso um tanto boêmio, diga-se de passagem. Adolescente, íamos às festinhas do Colégio e ele, me segurava para não dançar com ningém. Dançava tão bonito.... E eu tinha que fugir dele, para dançar com meus coleguinhas, fingindo ir ao banheiro. Fizemos o terceiro ano clássico na mesma sala. Adivinha quem levava os cadernos dele. Diziam na sala que éramos namorados, pois chegávamos e saíamos juntos. Quando levou Cármem pra casa de mamãe, eu tomei conta dela pois parecia uma garotinha assustada. E meu filho Ângelo apaixonou-se perdidamente por ela, aos 3 anos de idade. Acredito que era seus longos cabelos negros que o fascinaram. Cantava pra ela Carmem é uma boneca só diz não.... (música da época). Ao ficar grávida, Já nos dias de parir ela me falou que já havia passado da data de nascer. Fomos urgente para a Clínica e o médico apressou o parto . Realmente estava na época. Nasceu seu primeiro dos quatros rebentos.
Começou sua carreira literária, escrevendo para o Jornal da Cidade. Participou do Concurso da Inauguração da Galeria Álvaro Santos. Para pintar o Mural da Galeria. Compunha músicas, e sua voz era belíssima. Com um violão cantando todos ficavam encantados. Escreveu livro, Pintou quadros, muitos. O irmão Marcos, o levou para participar do Concurso do Banco do Nordeste.,A tranquilidade era seu trunfo. Chegava a deixarnos preocupados. Mas esse era Ele, meu irmão Culau. Eu queria que ele viesse envelhecer aqui em nossa terrinha, pra ficarmos juntos.