Viagem dos Sonhos:
Já diz uma música popular brasileira, que viajar é preciso. Eu particularmente assim também penso. Buenos Aires, era um sonho antigo, de não sei quando, mas talvez porque fui criada mamãe cantando, os Tangos da época; Carlos Gardel, La Comparcita, e outros mais que no momento me fogem à memória. Então como estou procurando romper barreiras, na maturidade, pensei, escolhi roteiro e comentei com meu maior incentivador, meu filho David, que já lá estivera. E não me disse coisas incentivadoras, mas diante de Montividéu, Chile, e Buenos Aires, o terceiro ganhou, para meu maior orgulho. Falei com irmãs, com amigas e ninguém estava disponível. Então desafiei-me. Ir só. Tenho experiências anteriores, que deram certo, portanto, peguei-me aos guias espirituais, claro que tenho que ir bem acompanhada. E na avaliação final, foi uma das melhores viagens que fiz. A agencia de viagens, tem uma enorme participação. Na hora de fazer o pacote, escolhendo bom Hotel ( inclui, conforto, localização, e já conhecido). E os passeios, inclui-se também nos pacotes. Uma coisa pequena que aprendi na maturidade é que, você agora está mais só, do que nunca, então não existe meio termo; ou tem coragem ou não tem e fica colocando a culpa nos seus agregados, e também é que seus dias estão findando. A coragem vai embora, e as doenças se tornam companheiras inseparáveis. Nunca esqueço meu médico, quando me encorajou a realizar uma pequena cirurgia; disse-me ele; as doenças da velhice chegam. Eu acrescento, a coragem também diminui. Então lá fui eu: horário péssimo de viagem, mas fui compensada. No avião para Buenos Aires, um lindo menino( 51 anos), companheiro de poltrona, pasmem, ficamos juntos nos passeios. Mais 3 de São Paulo, um casal de São Paulo, e mais duas de São Paulo, mãe e filha. Costumo dizer que sou adotada, como avó, ou tia. Graças aos meus cabelos pratiados. Tudo certo, combinado e troca de zaps, almoço compartilhado, e como não posso andar muito, carinhos e gentilezas, são sempre bem vindos. A localização do Hotel, numa via central e belíssima, próximo ao Obelisco, passeio com almoço, no Rio da Prata, e sobre o Rio Tigre. Os companheiros também em sua maioria, viajando sozinhos. Mas o espetáculo do Sr. Tango, onde bebi Vinho e sorri muito com o casal lindo, Michele e Vinícios, completando a noite muito divertida. Aí me pergunto: se eu não fosse? Não estaria contando essa história, não teria conhecido essas pessoas maravilhosas, Portanto já tem programadas duas pequenas viagens de fim de ano. No aeroporto de Guarulho, ainda conheci uma paraense, chegando do Canadá, onde conversamos muito e mais zap trocados. Parece que voltarei à Belém onde vivi quando era criança. Enão acredito mesmo que viajar é preciso.

