domingo, 15 de março de 2020

11 º Postagem de Amor e Sexo na Terceira Idade

 Paulinho para os íntimos, estava querendo voltar a viver, mesmo à duras penas, pois ser trocado por outro dói. Assim, assim; o amor acabara e o jeito era cada um seguir seu rumo. Eram muito diferentes, ambos sabiam. Um casal, com filhos grandes e independentes, era uma bênção, como diziam os amigos da roda de jogos e de conversas. Não eram amigos de farra, pois nunca fora chegado à bebidas. Eram colegas de trabalho, e que agora aposentados, estavam mais próximos, pois parecia uma Confraria. Todos por um e cada um por todos. Era o lema dos amigos. Todos se apoiavam e se procuravam. Festa era quando se juntavam por ocasião, dos festejos de aniversários de filhos e netos. Se um não ia, todos o buscavam e nada de tristeza, pois diziam que a vida estava por um fio, sempre comentavam. Mas Paulo sentia falta de um aconchego, de um carinho com compromisso. Pois sem compromisso, tinha demais. Mas não era a mesma coisa. Conhecera Rosa, e sentia que ela parecia ser diferente. Séria, discreta, e o que era melhor, viúva, sem filhos pequenos. Soube de cara que era especial. Nem acreditava, que poderia se interessar por outra mulher, seriamente. Mas como chegar até ela? Muito séria, parecia muito distante, diziam que não queria nada com ninguém. Estava sempre só, ou com sua sobrinha, que dizia ser  acompanhante. Sempre trajando roupas simples, cores suaves, que a deixavam muito elegante. Aliás, poucas vezes a via, e procurava cumprimentá-la. Como era tímido e envergonhado, nunca perguntava a alguém por ela. Mas o destino, ou os anjos, procuraram aproximá-los. Foi num Teatro, com uma peça espírita. Foi bastante interessante, pois não desejava sair naquela noite, mas sua filha, pediu sua companhia, e como sempre procurava distraí-lo, pois temia ,dizia, uma depressão da idade do idoso. Lá chegando, a filha foi cumprimentar amigos do Centro Espírita, que ambos frequentavam, e, lá se encontrava sua eleita entre os amigos. Hoje Paulinho sabe e afirma que foi uma trama dos anjos Protetores. Houve apresentações, formais, e entre sorrisos e palavras vãns, se conheceram e iniciaram bate papo.  Não havia como não trocarem telefone, pois ela era muito agradável, suave e parecia compreensível. Era fácil conversar com ela, pois seu sorriso franco e aberto deixava qualquer pessoa à vontade. Como elas, não estavam motorizadas, ele ofereceu-se, para transportá-las. Claro que ele precisava conhece-la melhor e continuar um franco diálogo. Sempre fora tímido, mas desta vez, era tudo diferente, pois, como sempre conversava com seus amigos, o tempo na terceira idade, é muito rápido, e escasso. Houve uma certa resistência, porque ela afirmava que estava muito bem sozinha, e estava acostumada a tal. Nada marcaram de imediato, mas a promessa de trocarem mensagens, já o animava. Nos dias subsequentes, Paulinho foi hábil, nas conversas emarcação de jantares, cinemas e teatros. Paulinho sentia-se nas núvens, cantarolando músicas românticas. Pensou logo em trocar, algumas peças do seu vestuário. O mundo lhe sorria outra vez, e a vida, se mostrava em cores vibrantes como seu coração batia. Na realidade o amor faz renascer a vontade de viver outra vez.   

segunda-feira, 2 de março de 2020

134º Postagem: 10º Postagem de Amor e Sexo na Terceira Idade;

A idade envelhece o corpo , mas não envelhece o Espírito:
Esta era a frase que Margô mais ouvia falar em sua adolescência, e que agora aflorava em sua mente como relâmpagos. Será que seria assim também com ela? porque já vinha adiando esse encontro, hà bastantes dias. Não sabia mais o que inventar; sua amiga do coração, disse que lavava as mãos, porque era como voltar a andar de bicicleta" não se esquece". O suor aflorava nas mãos, na testa, nas pernas, e pelo corpo todo. Não namorava há bastante tempo, quanto mais relacionar-se sexualmente, com um estranho. Ele era gentil, e o que era melhor, não era jovem . Deviam ter quase a mesma idade. Margô se mostrava para ele, com tranquilidade, e sabedoria. Pensava, e sonhava como seria, recomeçar uma relação, íntima com alguém, depois de sua viuvez, prolongada. Conversava com as amigas e sentia uma pontinha de inveja, por parte delas. Mas porque ela não se sentia à vontade? Combinaram uma viagem num fim de semana, numa praia, com romantismo, camisola especial, e até o sabonete era bem escolhido. Quando o conhecera pedia-lhe tempo, para namorar, pois tinha que haver desejo, intimidade, e querer por parte dos dois. Parece que o homem está sempre pronto para o sexo, e isso lhe incomodava. Pois para ela, não deveria ser tão simples, como uma rotina ; não era como ter fome de um alimento qualquer. E aí pensava, coisas do passado, do conservadorismo, como fora criada, na época da virgindade, do namoro, e do noivado. Coisas antigas, mas que culpa tinha, se na sua juventude era assim? O melhor era que afinal gostava e o admirava, o que iria facilitar o envolvimento. Chegara o dia marcado, e não poderia, mais adiar. Sonhara, e queria, esse encontro. Gostaria de ter alguém para partilhar sua vida. E ele parecia muito ansioso, com expectativas positivas, para esse encontro tão desejado para ambos. Afinal, depois de umas músicas embaladas com taças de vinho, flores, e carícias, tudo aconteceu naturalmente. Foi muito romãntico, muito sonhado, e afinal, foi tudo como os dois sonharam e desejaram. Ele confessara, como estava nervoso, sem saber se agradaria, sua escolhida e amada companheira. Agora passado, vários meses, os encontros aconteciam muito naturalmente, e muito desejado pelos dois, com muito diálogo carinhoso, muita descontração. Margô, se sente realizada ao lado de seu companheiro, e afirma mesmo, que valeu a expectativa, e que não poderia ser de outra forma.  Pois intimidade na terceira idade, deve ser cercada por seriedade, calma e confiança das duas partes. Ainda afirma, que fora agraciada pelos Deuses, por ter essa oportunidade de nos seus 70 anos, ainda viver a emoção, de amar com sexo ativo, responsável e com muita seriedade. "E é como andar de bicicleta, nao se esquece"