domingo, 25 de outubro de 2020

147º Postagem: Um desabafo inesperado:



 Uma amiga, esteve em meu escritório, para fazer um desabafo, pois estava sem alguém para conversar. Tentarei descrever seu relato, feito meio em lágrimas, mas com certa conformação. Ela com 73 anos e ele com 74, e 40 anos de casado, com outra. Meio que solitário e com muita energia. Conheceram-se num ambiente de oração. Após um ano de conhecimento, ele se aproximou cheio de delicadezas e conversas sobre o trabalho,  oferecendo-lhe caronas, após o término do culto. Ela confessou-me que já o havia  notado, por sua presença constantes em todas as atividades, alegria e muita presteza nos serviços. Começaram um relacionamento, fortuito, o que lhe deixara constrangida, mas ao mesmo tempo sentia-se nas nuvens, pois estava, dizia viva. Sentia e ouvia uma vozinha interior, à lhe advertir, do erro que cometiam, vivenciando um romance proibido. Os primeiros 6 meses, foram vibrantes, mas cheios de incertezas e medo do futuro. O tempo passando, e a presença constante, sem frequência deixava-os, "felizes "  de um modo errado, mas dizia ela estava bom. Mas uma das vezes de encontro, discutiram quando ele lhe contou de outro relacionamento igualzinho que havia vivido, e tinha ajudado muito a moça, pois estava financeiramente, numa situação boa. Perguntei-lhe porque acabou e deu uma resposta evasiva mas que se falavam ainda vez por outra. No momento, nada aconteceu, mas em casa ela pensou e pensou, ao que chegou a conclusão,  seguinte: era costume ele ter outra sempre fora de casa, discreta, mas que lhe atendia sempre, quando ele chamava. Ela era a da vez. Terminando teria outra, e outra... Ela analisou, também que rompeu barreiras, para aceitá-lo, e para ele era mais uma, sem muito significado, só mais uma para sua satisfação sexual, bem escondida. Falou-me ela que não o condenava, pois cada um vive como quer, mas seu interior estava infeliz, então porque não passar a bola pra frente? Ela tinha uma vida interior satisfatória, filhos bem sucedidos, saúde dentro do normal, pra sua idade, então deveria voltar pra sua liberdade introspectiva, sem sofrer por achar que estava fazendo algo errado. No momento passado uma semana, ela me ligou e falou que estava em separação, sofrendo sim mas que dava pra levar, e se falavam pois ele só questionou, mas que iria aceitar sua decisão, com respeito.  

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