Nosso protagonista de hoje chama-se Rafael, homem viúvo de 74 anos de idade, músico de profissão, e muito romântico, de espírito solitário. Fazia de sua música sua companheira de solidão. Cantando sempre e muitas vezes compondo suas próprias melodias. Não é homem de festas, vivendo sempre em sua casa, curtindo sua viuvez, mas que na verdade, já vivia só há muito tempo. Pois era separado já da primeira mulher, de quem ficara viúvo, já a algum tempo. Suas noites sempre povoadas, de muita falta de companhia, que se tornara um hábito, cantar e compor sem ninguém para lhe aplaudir. Convidado para cantar em festa de um ex companheiro de trabalho, partiu em busca de nada, pois na verdade, comparecia nessas festas, por insistência de amigos. Entretanto, essa foi uma festa muito providencial, porque alguém lhe chamou a atenção. Mulher de aspécto sério, com ar de diretora de escola do passado, com seus cabelos pratiados, e vestimenta elegante. Trajava saia longa simples, de cor cinza, claro, e blusa rosa , com mangas, largas. Elegante para seus 60 ou mais anos, muito simples e sério. Seu olhar penetrante, e rizonho, muito agradou a Rafael. Parecia gostar da música, e também acompanhava, cantando baixinho. Entretanto lhe parecia algo inacessível, aos olhos do cantor, que sentia atração, mas ao mesmo tempo, ficava, amedrontado, só de pensar em chegar perto. A noite tornou-se de repente iluminada e com um aspéco muito diferente, das noites anteriores. Sentia uma vontade de nunca acabar de cantar. Para que o encantamento, não passasse, e sua misteriosa dama não desaparecesse.Naõ sabia explicar aquela felicidade de sentir-se admirado outra vez, como quando era jovem e paquerava muito timidamente as meninas, conhecidas. Cantava com muita vontade ,sempre procurando a bela senhora, de olhar radiante e ao mesmo tempo dócil. Mas tudo acaba, e aquela dama de apécto misterioso sumiu como uma luz que simplesmente apaga. Foi-se como por encanto, que ele chegou a pensar, que fora só ilusão. Passou a usá-la como inspiração, para seus dias de solidão. E o tempo foi passando, e sua solidão, continuava como sua eterna companheira. Sempre digo, que o ser humano se acostuma com tudo, até das coisas ruins. Outras festas aconteceram e Rafael já comparecia, pensando em encontrar sua misteriosa dama de cabelos prateados. Tudo em vão.....

Hummmmm!!!! Muito bom.
ResponderExcluirObrigada 🤩 mas aceito críticas. Para tentar melhorar🙏🏼🙏🏼🙏🏼
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