Dia 1º do ano para mim realmente foi um dia especial; Certas coisas acontecem na vida da gente para provar que tudo pode acontecer, inesperadamente e cabe a nós encararmos com coragem, para sobreviver. Assim foi dia 1º do ano de 2019, para mim e para minha vizinha Fátima. Esta vizinha mora ao meu lado hà mais de 25 anos. É boa, muito alegre e corajosa. Tenho certeza que fomos testadas, pelas forças do Alto. Aconteceu assim: Meu filho viajou de férias, com a família, deixando a cadelinha Princesa de raça Dachshund; ou Teckel ou Linguicinha, ( procurei no Dicionário, é claro), diz que é esperto e cheio de energia, e acrescentarei, amoroso. Pensei com meu filho, só 10 dias, passam rápidos. Minha casa grande, com meu denguinho, Shih Tzu . Seria fácil, é claro... Mas não foi bem assim... No primeiro dia de sua estada em minha casa, a cadela Princesa, empurrou o portão, enquanto fui conversar com Fátima, e partiu para as ruas do nosso Conjunto Habitacional. Corria, corria, corria, e minha vizinha Fátima atrás, atrás, e atrás, correndo e correndo e gritando. Deus!! foi uma verdadeira maratona, que um santo, taxista, falou que "se não fosse trágico seria cómico " . Mas foi realmente trágico, com as pessoas, habitantes do Conjunto querendo ajudar. Como não posso correr (artrozes nos dois joelhos ) chamei um táxi que passava e seguimos na perseguição, às cegas pelas ruas . Como sou muito amiga dos anjos, chamei-os em nosso socorro e tenho certeza que tinha muitas asas batendo, vindo em nossa ajuda Com tres carros levando moradores em perseguição, conseguimos localizá-la numa casa na rua 5, atrás da minha rua, 6. Cansada e também muito assustada, Princesa refugiou-se em baixo dos carros do dono da casa Sr. Niltom. Minha vizinha, vermelha e cansada, além de sentir-se culpada, parecia que ia enfartar. Após muito custo e súplica, consegui pegar e segurar a cadela nos braços. Trouxemos para casa de carona de Sr. Niltom, Pensa que acabou? Não... a maratona seguia, quando percebi que Princesa mancava da patinha direita. E agora? Liguei para o único filho que se encontrava na cidade, pedindo socorro, e alguma opinião. Mas só conversamos porque ele estava de babá com seu filhinho de 9 meses. Pensei, e pensei e resolvi levá-la ao Pronto Socorro no Hospital Veterinário da Faculdade Pio Décimo. Graças a Deus que o médico verificou que a perna não estava quebrada, e sim machucada. Medicou na hora com uma injeção e passou outra medicação, por tres dias e um RX. Falando com Deus, disse-lhe que compreendia e sabia que eu podia com aquele fardo. Pois Ele só dá o que podemos carregar, tanto para nós, eu e minha vizinha, como para todos nós.


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