domingo, 5 de agosto de 2018

103º Postagem: Neuza Bonfim minha mãe.

05 de Agosto de 2018:
Estou começandoa escrever sobre Neuza Bonfim, e nem sei se termino hoje, pois as emoções, afloram e nos impede de continuar. Entretanto lá vamos nós.
Neuza era muito bonita, que parecia uma atriz de cinema. Lábios grossos, sem plástica, cabelos pretos e grandes belíssimos! Não era alta, mas despertava olhares por onde passava. Filha de Alzira,e de Aprigio Rodrigues. Tinha só uma irmã Tia Linda também muito bonita. Quando Alzira faleceu, ainda jovem as filhas foram morar com Amália e Gabriel, seus tios. Todos muito pobres, pois o pai Aprigio, não lhes dera muita atenção. Aos 14 anos Neuza conseguiu uma vaga na Fábrica Confiança, de tecidos, (aumentando a idade para 16 anos, pois era nova pequena e muito linda. Despertando olhares especiais do dono da Fábrica, Dr. ..........; Isso ela nos contava com certo orgulho, claro né. Entretanto seu coração já pertencia a outro, meu pai Josino. Quem manda no amor? Aos 16 anos teve a primeira de várias gestações, passando a morar com meus avós, no sítio, na Rua Divina Pastora. Quando falava do passado, ela dizia que seu amor por nosso pai iria atravessar a eternidade, pois a separação aos 21 anos e os primeiros 4 filhos não impedia nem exterminava o forte sentimento que tinha por ele. Nosso pai só veio perceber esse sentimento com a separação, quando voltou a procura-la, para reativar o relacionamento, 7 anos depois. Todavia, o tempo dos dois realmente já havia acabado, quando o levou aos 34 anos de idade, num Enfarto fulminante. Disse-nos ela que estava em casa, cochilando, quando ele adentrou a casa e a abraçou levantando-a nos braços. Fora sua despedida, nesta vida.
Mas quando perdemos um ente querido, a vida nos impulsiona, para que sigamos nossa missão. E assim acontecia a outra etapa que ela tinha que seguir com os filhos agora adolescentes,e sem o pai.
D.Neném como era chamada segue a vida, com tropeços e acertos, como todos nós.
Devo falar também de sua alegria, bom humor sempre, na labuta diária, criando os filhos. Por sorte, nós filhos seguíamos estudando, o primario em colégios particulares (com pedidos dela em nome de nosso pai) e escolas públicas ensino médio. O tempo não para e cada filho, também tem sua missão própria, onde guardamos os ensinamentos e a presença de nossos pais a nos guiar nas hora difíceis.
Até hoje nos lembramos de tudo, como se fora momentos atuais, da vida com D. Neném, nossa mãe, que nos deixou precocemente aos 58 anos, vítima de Câncer de mama.
Ela vem sempre em sonho me avisar sobre algo, quando vai acontecer. Não fala, mas por sua expressão facial deduzo se é bom ou ruim o que se aproxima.

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