segunda-feira, 16 de abril de 2018

87ª Postagem :Marianinha minha cunhada


Falando um pouco de Mariana Fonseca (para os íntimos Marianinha ). Foi a pessoa, aliás a segunda pessoa , que vi rezar o Terço, diàriamente. A primeira foi minha Tia Pequena.
Quando conheci, Mariana, nos anos 70, achei-a bonita, muito simples, com uns cabelos grandes, cheios e  pele alva. Muito divertida, e muito à vontade com nossa família. Sempre foi e continua muito divertida. Gostamos logo dela, todos nós. Ela tinha o dom de deixar todos muito a vontade, com sua alegria .Vinha de uma família, do interior da Bahia, a cidade de Cícero Dantas e que era filha de pessoas ricas, fazendeiras. Não ficamos intimidadas, com nada disso, pois sua simplicidade, era realmente marcante. Estou aqui, tentando deixar marcada a minha lembrança da Cunhada, porque ninguém vê o esforço de uma mulher, quando se propõe a parir e criar 4 filhos, levando uma família baseada na retidão, seriedade, com mãos firmes, e muita reza. Parece quando reunimos todos os filhos com suas respectivas familias, que foi num passe de mágica. Talvez até tenha um pouco de Magia, quando falamos de mães. Lágrimas, noites insones, rezas de vários terços, muitos diálogos, e porque não dizer, muitos gritos e súplicas, e muita autoridade.
Queria poder relatar aqui, muitos episódios que compartilhamos, como quando na minha Formatura em 1971, ela estava parida do primeiro filho, única menina, Andreia Lília, usando uma roupa, cheia de brilho, mas era um Macaquinho, bem à vontade.Acho que ninguém lhe  disse  como estava bonita  com os longos cabelos, bem claros. Sua voz sempre calma, pausada, quando chamava meu irmão, Marco...
Na foto que mostro, fui entregar-lhe um presente que trouxe de Fátima, Portugal. E na outra estávamos no Clube do BNB.
Estive com Marianinha, em visita, na penúltima vez, e a acompanhei levando Sopa, para as pessoas moradoras de rua. Sem alarde, nenhum, simplesmente exercitando a caridade que prega em suas Rezas diárias.
Falamos ao telefone, no meu aniversario em Janeiro, comentando a saudade que sentimos de nossas familias juntas. 
No momento Marianinha, reside com as irmãs, Finha, e Zélia, todas já com uma certa  idade ,compartilhando da fraternidade, onde a companhia e a solidariedade, permeiam a convivência em Fortaleza, que abraçou como sua segunda terra natal. Seus familiares, supervisionam,  a moradia compartilhada, e de um certo modo se fazem presentes, no dia a dia das irmãs, com muito carinho, dedicação e amor. 

Um comentário:

  1. Muito feliz por estas lembranças tão ricas de detalhes, de respeito e, sobretudo, AMOR! Assim, maiúsculo mesmo.
    Os sentimentos são recíprocos.

    ResponderExcluir