Preciso falar de minha cadela, que nos deixou este mês dia 10. O tempo passa, e nos esquecemos, do momento de agora, do sentimento deste momento, por isso devo descrever um pouco deste cão que esteve comigo tantos anos. Sim, 9 anos, não são nove dias. Cada vez mais sinto a importância deste Diário. Sempre digo, que o tempo , passa muito rápido, e facilmente nos esquecemos, do agora, deste momento. Não somos preparados para a morte, seja de gente ou de animal. Ficamos sofrendo quando quem partiu, nos provocou emoção. E o animal nos faz companhia, sem cobranças, nem reclamações. Minha Babi era assim. Seu olhar era indescritível; transmitia sentimento mesmo. Sabia quando fazia algo errado, e saía de mansinho para sua caminha, que se estivesse suja, ela não deitava. Carregava cama, com lençol, para meus pés, onde eu estivesse. No escritório ou no quarto. Dormia aos pés da minha cama. Sofria de gravidez psicológica. (alguns animais tem esse sofrimento). Até hoje, arrependo-me de não deixa-la casar. Meu filho lhe apresentou um noivo da mesma raça e cor, mas ela não o aprovou. Bateu nele, tomou sua caminha, que trouxe para passar a noite, e não o aceitou. Eu como boa avó, mandei-o embora. Arrependi-me. E nunca mais me preocupei. Mas dois meses depois do cio ela paria; era um sofrimento, ficava agressiva, com leite nos peitinhos e dores. Deus era doloroso ... Nessa fase nem a bolinha lhe agradava, que jogava tão bem. Viveu 14 anos para nossa alegria. Mas seu coração, como de todos nós tinha prazo. Hoje lembramos dela com muito carinho, e agradecimento a Deus por nos ter dado essa oportunidade, de conviver com um animal tão maravilhoso.

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